quarta-feira, 27 de março de 2013

O vestido que eu usei
Hoje já não cabe mais
E disso eu lembrei
Da musica que eu cantei
Da noite que eu dancei
Dos dias que perdi
Do tempo que passou
Do amor que eu vivi

E hoje sinto a falta disso
Todas as vezes que eu relembro
Dos cabelos que perdemos
Das pernas que sinto doendo
Dos meus sentidos apurados
 E o fim do meu começo
Que escrevo em meu diário.. É o fim do meu começo.


É bom que não se acostume com meu jeito de ser, pois a cada dia posso te surpreender..

Nasci de outro planeta
Daquele que não se chama mundo
Aqui tudo é bom
Não ha nada do que se reclamar
Só existe eu, somente eu
Vou a rua e quem eu vejo? Eu!
Volto do trabalho e quem encontro? Eu!
Pedi a conta de quantos "eus" existe

Tenho bons amigos, mas
Preciso fazer novos
A vista de cima é bonita, mas também
As coisas não se resumem somente a isto

Há uma guerra do outro lado
E quero lutar
Já passou da hora
Tenho que voltar

O presente

O presente desse mundo não é muito mais do que o fruto do passado, que foi contido em lagrimas da tragedia passada resumida em sofrimento.
 Com a felicidade que a acalma de lembranças, o tempo não é contado por relógios  a cina deixa de existir, e de flores lindas vivi a sorrir.
 A tragedia desse mundo não acontece por acontecer, pede a graça de viver, mas tem que ser forte para resistir. E de todos e todas sementes cultivadas, aquela foi a mais rara, de uma forma inesperada aconteceu sem perceber, brotou tão bela e sincera, respeitando cada etapa de sua natureza, que parecia eterna com sua beleza, a cada dia era como o sol a entardecer, e que um dia ninguém imaginara que tivera que morrer.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O homem é um gênio quando esta sonhando

 O sonho nos leva a uma realidade de imaginações; é uma manifestação do nosso subconsciente; permite passar os nossos pensamentos mais profundos.
 O homem é um ser racional, capaz de resolver contas milionésimas, e de descobrir ate sua própria antecedência.
       Um gênio é aquele que uni sua inteligencia com um proposito útil.
 O homem é por vezes sim um gênio. Quando sonha usa de seus pensamentos para expressar seu subconsciente, mas quando esse subconsciente não há nada de útil, o seu gênio de nada valerá.


sábado, 17 de setembro de 2011

Mito da caverna

 Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas para a frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior.
A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros - no exterior, portanto - há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.
Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros enxergam na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.
Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda a luminosidade possível é a que reina na caverna. 

Extraído do livro "Convite à Filosofia" de Marilena Chaui.