segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O homem é um gênio quando esta sonhando

 O sonho nos leva a uma realidade de imaginações; é uma manifestação do nosso subconsciente; permite passar os nossos pensamentos mais profundos.
 O homem é um ser racional, capaz de resolver contas milionésimas, e de descobrir ate sua própria antecedência.
       Um gênio é aquele que uni sua inteligencia com um proposito útil.
 O homem é por vezes sim um gênio. Quando sonha usa de seus pensamentos para expressar seu subconsciente, mas quando esse subconsciente não há nada de útil, o seu gênio de nada valerá.


sábado, 17 de setembro de 2011

Mito da caverna

 Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas para a frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior.
A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros - no exterior, portanto - há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.
Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros enxergam na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.
Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda a luminosidade possível é a que reina na caverna. 

Extraído do livro "Convite à Filosofia" de Marilena Chaui.